Chico Buarque – Caravanas [Álbum] [Exclusivo]

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Seis anos após o último disco de estúdio, Chico Buarque lança ‘Caravanas’, com sete canções inéditas e duas também de sua autoria, mas gravadas anteriormente apenas em discos alheios. Neste novo trabalho, o compositor reafirma o seu talento para o lirismo e a poesia. Gravado nos estúdios da Biscoito Fino, no Rio, o álbum já tem um single de sucesso: lançada no fim de julho, em menos de duas semanas ‘Tua Cantiga’ tornou-se a terceira música do artista mais tocada nas plataformas online e o seu clipe deve chegar em breve à marca de um milhão de visualizações na internet, marcando definitivamente a presença de Chico no ambiente digital. ´Caravanas´ é um disco cheio de canções atualíssimas na forma e no conteúdo, transportando o ouvinte para um mundo de sentimentos e sensações que não têm sido tão valorizados nos dias de hoje – um álbum para toda a família ouvir e se deliciar. Luiz Claudio Ramos assina os arranjos e a produção musical. A produção é de Vinicius França.

Caravanas, 23º álbum solo gravado em estúdio por Chico Buarque. Na capa, que expõe projeto gráfico de Cássia D’Elia, o cantor, compositor e músico carioca aparece em foto de Leo Aversa.

As gravações do álbum decorreram no Rio de Janeiro no período de dois anos, em intervalos de três meses. As músicas, depois de gravadas, foram para um HD, que foi colocado dentro de um cofre instalado na gravadora Biscoito Fino, para evitar hackers.

 


OBS.: Se o primeiro link abaixo não estive funcionando e porque a pasta teve muito download e ficou  sob carregada mais não se preocupe no final do post tem mais opções para baixar em qualidade iTunes Match! ❤


 

 

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Design sem nome

Loja: iTunes Store

Lançamento: 25 de Agosto de 2017

Qualidade: iTunes Match AAC M4A

Gênero(s): MPB, brasileira

Tamanho:  53 MB

 

AAC M4A (1)U

 

 

 

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 N° TÍTULO DURAÇÃO
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℗ 2017 Biscoito Fino

 

 

Download Alternativo

 

AAC M4A (1)G   AAC M4A (1)

 

 

 

 

 


O álbum Caravanas(Biscoito Fino) conserva a obra de Chico Buarque em moldura cristalizada, cercada de requintes e referências sagazes a fatos e sons da atualidade, mas sem real interação com a música do século XXI. Por mais que haja eventuais toques contemporâneos ao longo das nove músicas, como o beatbox feito por Rafael Mike (integrante do grupo carioca de funk Dream Team do Passinho) na música-título As Caravanas (Chico Buarque), o disco jamais leva adiante a obra do compositor carioca, mantendo o artista em zona de conforto. Fato que tampouco deve ser utilizado para minimizar os méritos desse (belo) álbum que repete os padrões musicais de discos anteriores do artista.
Em Caravanas, disco que apresenta somente sete músicas inéditas entre as nove faixas, o compositor adiciona pelo menos um título ao rol de clássicos de cancioneiro iniciado em 1964. Blues pra Bia (Chico Buarque) versa sobre amor impossível pela razão de ser direcionado a uma mulher que se relaciona com mulheres. “Talvez ela dê risada / Talvez fique encabulada / Talvez queira me avisar/ Que no coração de Bia / Meninos não têm lugar / Porém nada me amofina / Até posso virar menina / Pra ela me namorar”, cogita o amante nos versos deste sedutor blues de cadência encorpada com metais arregimentados por Hugo Pilger. O arranjo é do violonista Luiz Cláudio Ramos, diretor musical e produtor deste disco gravado dentro dos cânones estilísticos da obra de Chico.
No que diz respeito às letras, a música-título As Caravanas encerra o disco com combustível altamente inflamável ao esquentar acalorada discussão dos verões cariocas. Sob o ponto de vista preconceituoso da classe média da partida cidade do Rio de Janeiro (RJ), Chico versa sobre o alvoroço causado quando jovens do subúrbio chegam às praias da Zona Sul da cidade, vindos em ônibus lotados, espécie de navios negreiros sempre na mira da polícia racista. “Não há barreira que retenha / Esses estranhos / Jovens tipo muçulmanos / … / Com negros torsos nus deixam / Em polvorosa /  A gente ordeira e virtuosa que apela / Pra polícia despachar de volta / O populacho pra favela / … / Tem que bater, tem que matar / Engrossa a gritaria / Filha do medo, a raiva é mãe da covardia”, sentencia Chico na letra, mais forte do que a melodia, que parte do standard jazzístico Caravan (Duke Ellington e Juan Tizol, 1936) e, pelo mar caribenho, deságua timidamente no funk carioca sem fazer sobressair o beatbox de Rafael Mike. O arranjo combina cordas e metais em tom grandioso para dar tom épico ao tema.
Dentro da latinidade tropical, Caravanas abarca também bolero composto em espanhol por Chico, em parceria com Jorge Helder, baixista da banda do artista, para álbum não concretizado da cantora cubana Omara Portuondo. Com letra que cita (no sentido inverso) versos de Pequeña serenata diurna, música do compositor cubano Silvio Rodríguez gravada por Chico em 1978, o bolero Casualmente discorre romanticamente sobre Havana, capital de Cuba, e dá o tom do disco e aponta a trilha sofisticada seguida pelo cancioneiro de Chico nos álbuns dos últimos 20 anos.
Tal sofisticação, entretanto, jamais disfarça o fato de que as melodias atuais de Chico têm menor poder de sedução e arrebatamento popular. Essa contradição é recorrente no samba sincopado Jogo de bola – cheio de dribles melódicos e harmônicos que valorizam a música em que Chico versa filosoficamente sobre futebol, assunto recorrente na obra do craque do time carioca Politheama – e no samba-canção Desaforos, cujos dois versos iniciais (“Alguém me disse / Que tu não me queres”) citam o abolerado samba-canção Alguém me disse (Jair Amorim e Evaldo Gouveia, 1960), sucesso na voz do cantor baiano Anísio Silva (1920 – 1989, na letra que expia dor e desilusão amorosa no estilo “a dama e o vagabundo”.
E por falar em melodia, justiça seja feita, a da valsa Massarandupió – composta por Chico Brown, neto de Buarque – está à altura do repertório de Caravanas, justificando a presença no disco desse jovem compositor de 21 anos. Escrita por Buarque, a letra remete à infância passada por Brown na praia de Massarandupió. E justiça seja feita novamente: a presença como cantora da neta Clara Buarque no álbum também se justifica, mesmo que a canção dividida por Clara com o avô – Dueto, composta para o musical O Rei de Ramos (1979) e lançada em disco em gravação de 1980 que juntou Chico com Nara Leão (1942 – 1989), cantora capixaba que deu impulso à carreira do compositor nos anos 1960 – já tenha sido regravada por Chico em 2001 com cantora do naipe de Zizi Possi.O dueto com Clara resulta harmonioso e até gracioso nos improvisos finais quando avô e neta listam aplicativos de relacionamentos, lembrando que atualmente o amor também consta no Tinder, no Snapchat e em outros programas virtuais. O toque do acordeom de Marcos Nimrichter é o diferencial da faixa gravada com as cordas do Quarteto Radamés Gnattali.
As cordas realçam os arranjos de várias músicas de Caravanas. O toque do violoncelo de Hugo Pilger, por exemplo, acentua o lirismo onírico de A moça do sonho (Chico Buarque e Edu Lobo, 2001), canção de amor da trilha sonora do musical de teatro Cambaio (2001) que Chico nunca havia registrado na própria discografia. Até então, havia somente uma gravação da bela canção na voz do autor, captada ao vivo em 2001 em show de Maria Bethânia e lançada em disco somente em 2013 com o registro do trieto que uniu Chico, Bethânia e o parceiro Edu Lobo.
Por fim, Caravanas expõe – na abertura do disco – a já conhecida e controvertida Tua cantiga, segunda parceria de Chico com o pianista Cristóvão Bastos, feita 30 anos após o lançamento de Todo o sentimento, uma das grandes canções românticas de Chico lançadas após a áurea década de 1970. Espécie de toada romântica e ternária que abarca referências do lundu do século 18, tendo melodia inspirada pelo tema erudito Polonaise em G minor, do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685 – 1750), Tua cantiga tem gerado controvérsias infundadas e inúteis que acusam Chico de machismo por conta de letra que narra fictício caso de amor transcendental entre uma mulher e um homem casados. São delírios da era das inquisições virtuais.
Enfim, Caravanas deverá gerar mais discussões acaloradas, sobretudo pelo fato de os versos acusatórios da música-título tocarem em ponto nevrálgico de questão social carioca que assola todo o Brasil, mas, em suma, é mais um grande álbum de atmosfera clássica que, mesmo sem promover avanços na discografia de Chico Buarque, reafirma o requinte conservador da obra engenhosa do artista. (Cotação: * * * *)

 

Crédito: 

 

 

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Só baixe por aqui se o link acima não estive funcionando! 🙂

 

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25 comentários em “Chico Buarque – Caravanas [Álbum] [Exclusivo]

      1. “Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis… consta no Google, no Twitter, no Face, no Tinder, no WhatsApp, no Instagram, no e-mail, no Snapchat, no “Orkut”, no Telegram, no Skype!…”
        consta no bossanovafoda!
        😀

        Curtido por 1 pessoa

  1. Eu odeio Chico Buarque – Como me tornei uma semi celebridade.
    http://blogodofranciscoaguas.blogspot.com.br/2017/09/eu-odeio-chico-buarque-como-me-tornei.html
    Estou sendo cotado para um reality show de um canal à cabo. Dei entrevista em um talk show de um comediante na madrugada. Fiz comercial de material esportivo de segunda linha. Fui contratado como dj (mesmo sem ser dj) para festas noturnas no interior. Fui jurado em programas de calouros. Cheguei a dar autógrafos, a tirar selfies com fãs. O vídeo que me lançou ao semi estrelato foi o mais visualizado no YouTube no ano. Telejornais faziam matérias sobre o vídeo.
    Minha vida mudou radicalmente. De repente me tornei uma celebridade da segunda divisão. Minha vida pacata e completamente anônima evaporou-se instantaneamente. Passei a ser reconhecido nas ruas, deixei meu emprego de auxiliar de contabilidade em um pequeno escritório no triângulo mineiro.
    Tudo porque em uma pelada de futebol, encerrei a famosa carreira de peladeiro de ninguém mais, ninguém menos do que Francisco Buarque de Holanda! Com um carrinho violento, covarde e vil, rompi os ligamentos dos dois tornozelos do dono do Polytheama!

    Curtido por 1 pessoa

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